"ALGUMAS PRODUÇÕES"

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  1. Aprendizagem e Docência Digital

    Estamos inseridos num contexto de convívio intenso com as tecnologias da informação e comunicação que vem gerando mudanças nos processos de comunicação e produção de conhecimentos, transformando a consciência individual e coletiva, na percepção do mundo, nos valores e nas formas de atuação social. A sociedade tem se beneficiado desse progresso usufruindo diversos recursos tecnológicos, muitas vezes sem ter consciência de seus usos e importância no seu cotidiano. Diante deste cenário, existem diferentes maneiras de aprender e de ensinar, na qual as dimensões tempo e espaço são percebidas como sendo mais flexíveis e mutáveis e onde a grande quantidade de informações é transmitida velozmente, a educação tem um papel desafiador de pensar novas práticas para atender essas demandas.
    Mas, o que significa educar dentro deste novo contexto? Como ocorrem as aprendizagens? Que desafios são impostos a alunos e professores? Estes e tantos outros questionamentos estão presentes no ambiente educacional, provocando uma preocupação e um desejo por caminhos que possam apontar para a construção de conhecimentos que levem a aprendizagens mais significativas. Por longo tempo as aprendizagens ocorreram essencialmente no contexto concreto, real e linear das salas de aulas, nas quais a figura do professor era vista como “detentor do saber” e por isso assumia a posição de destaque e de comando. Tinha a responsabilidade de transmitir conhecimentos para seus alunos. Atualmente, usando essa dinâmica, nossos alunos não se sentem motivados para aprender e por isso constantemente geram indisciplina na sala de aula.
    Para acompanhar o mundo digital, o professor como transmissor de conhecimento desaparece para dar lugar à figura do mediador. Na era da internet, o professor não é a única e nem a mais importante fonte do conhecimento. O indivíduo é bombardeado de informações a todo momento através de diversas fontes, e por isso muitas vezes o aluno está melhor informado do que o próprio professor. Cabe ao docente, mais do que transmitir o saber, ele deve articular experiências em que o aluno reflita sobre suas relações com o mundo e o conhecimento, assumindo o papel ativo no processo ensino-aprendizagem.
    Agora que está em moda repensar os currículos, construir os projetos pedagógicos, é fundamental que todos repensem suas práticas, em seus mais diversos níveis, parem para refletir sobre os impactos dos valores do mundo globalizado nas mais diversas áreas do conhecimento e que, a partir dessa reflexão, tentem conceber uma prática em que o aprendiz, como totalidade, esteja no centro do processo ensino-aprendizagem e que o projeto pedagógico delineie um horizonte, que possa ser aplicado a um bairro, a uma cidade ou a uma região. Hoje, com os avanços da tecnologia é inadmissível ver escolas com equipamentos adquiridos com recurso federal sem condições de uso, em consequência da burocracia. Lidar em órgãos públicos com situações que impossibilitam o uso da internet com livre acesso, pela decisão de instalação de filtro por um pequeno grupo, pelo fato da minoria ter usado tão importante ferramenta de modo inadequado. O grande desafio é saber usar com responsabilidade as TICs para usufruir de todos os benefícios desse tão importante recurso.


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